Os Livros Ardem Mal

Mário Henriques

Posted in OLAM, TAGV by OLAMblogue on Domingo, 19-07-2009

mário

Mário ‘sonomario’ Henriques é sonoplasta dos Serviços Técnicos do TAGV. N’ Os Livros Ardem Mal, para além de sonorizar a sessão para o espaço do Café-Teatro, é também o responsável pelas gravações que vai fazendo religiosamente – e que, não sem razão, acha um desperdício não serem ainda disponibilizadas online (lá iremos, Mário…). Quando sorri, lá ao fundo, é porque a coisa está mesmo mesmo a correr bem…

O nosso obrigado ao Mário por tudo o que consegue fazer com os meios de que dispõe. E pelo depoimento que se segue.

 

Primeiro, quando ouvi o nome do evento, achei que, se Os Livros Ardem Mal, nem para isso servem.

Depois, enraizada a ideia de ter que acompanhar todas as sessões, como sonoplasta, porque não tentar aprender algo, já que a vida é madrasta e pouco fértil de tempo para me dedicar a leituras e ouvir o que algumas sumidades achavam dos livros que escolhiam para deles falar.

Business and pleasure. Na mesma data, na mesma sala.

O meu carinho pelos livros foi crescendo e com ele a vontade de ler mais.

A sonoplastia nem sempre correu bem. Mas isso são águas passadas e sem ressentimentos.
Desde o tempo das gravações para a RUC (e a tentativa de recuperação dessas mesmas sessões e o jogo quase maçónico para as obter….).

Aprender a gostar dos livros e de quem os faz, na minha pessoa, foi uma tarefa ambiciosa para @s paineleiros d’ Os Livros Ardem Mal.

Foi sugerido uma vez que podíamos ir em digressão. Era um grande prazer que me davam.

Gostar de alguém em especial, é-me difícil. Tanto dos entrevistadores como d@s convidad@s.

Ficou a faltar algo que tinha proposto: a difusão via Web  e um arquivo on-line das sessões.
É um trabalho para o futuro. Mesmo que esta mostra, ao vivo e com gente lá, acabasse, ficava a memória.

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Elisabete Cardoso

Posted in OLAM, TAGV by OLAMblogue on Domingo, 19-07-2009

 elisabete

Elisabete Cardoso é a responsável pelos serviços de recepção e de bilheteira do TAGV. Trata dos contactos com as editoras, faz circular entre os membros d’ Os Livros Ardem Mal as novidades editoriais recebidas e mais o que for preciso. Ao telefone ou por e-mail, o seu entusiasmo e profissionalismo manifestam-se em cada mensagem.

Agradecemos à Elisabete por tudo (e pela boa disposição), ao longo destes 3 anos. E pelo seu depoimento, que a retrata tão bem.

 

Dos dois lados

Seriam estas as perguntas:

1) O que vos agrada mais no OLAM
2) O que vos agrada menos
3) Uma sessão de que tenham gostado especialmente

Poderia converter o 1), 2), 3) num a), b), c) e dar respostas rápidas como num qualquer inquérito de revista de fim-de-semana, do tipo:

a) Dos livros e de quem os recomenda
b) De não ter tempo para os ler e de perder sessões do OLAM
c) Do António Pinho Vargas, porque pensava que já não havia pequenos intelectuais assumidos

E a coisa ficava por aqui. E ninguém podia exigir mais. As respostas rápidas e o easy reading até estão na moda. Escrever como se fala, para não custar a ler.

Mas, para mim, Os Livros Ardem Mal é outra realidade, uma experiência mais intensa.

O lado de cá dos Livros Ardem Mal é (e tem de ser) diferente do lado de lá.

Do lado de lá, estão as cadeiras e o balcão do café-teatro e as pessoas que, com mais ou menos assiduidade, escutam as sugestões das novidades literárias. Movem-se devagar e em silêncio e olham com atenção para cada gesto do autor, mais ou menos conhecido, e dos elementos do OLAM.

Do lado de cá, está então um convidado que, entre os anfitriões, olha o público, ouve falar sobre os livros dos outros e sobre a sua própria obra (a que está construída e a que está por construir). Passa a mão pelo cabelo, ajeita o microfone, bebe um gole de água, expectante pelas perguntas e mais ainda pelas suas respostas.

E antes de tudo isto, entro eu. Recebo os livros, registo-os, distribuo-os e ainda antes de tudo isto, tenho o privilégio de lhes mexer, rodá-los, novos, saídos do prelo, às vezes, horas antes. Aquele cheiro característico. Dar-lhes uma olhada, ler as capas, contracapas, lombadas, badanas, percorrer os capítulos, ler os prefácios e os posfácios. E o obrigado às editoras. Às grandes e sobretudo às pequenas que, fora do engenho, são tão mais humanas.

E o humor incisivo do Prof. Osvaldo, a serenidade do Prof. Quintais, a inquietude do Prof. Bebiano e a discrição do Prof. Apolinário.

Vale tanto a pena!

Mas importa saber que entre o lado de cá e o lado de lá dos Livros Ardem Mal, não existe uma linha de separação, mas antes um ponto comum de interesse: os livros e a paixão por eles.

[Se soa a cliché?! O que importa?! Os clichés também se lêem.]

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Marisa Santos

Posted in OLAM, TAGV by OLAMblogue on Domingo, 19-07-2009

Marisa Santos

Marisa Santos é Coordenadora da Frente de Casa do TAGV. Cabe-lhe a preparação do espaço do Café-Teatro para o acolhimento dos intervenientes e do público, e também a coordenação dos assistentes de sala designados para acompanhar a sessão. Assegura a um tempo a funcionalidade do espaço e a hospitalidade do Teatro – o que faz muito bem.

Agradecemos à Marisa tudo o que tem feito pelo OLAM. Bem como o seu depoimento.

 

Das sessões com convidados mais mediáticos – em que o foyer do Café-Teatro do TAGV quase foi insuficiente para acolher tanto público -, às segundas-feiras de ambiente mais “intimista” (mas que, talvez por isso, resultaram em “contributos” de boa disposição e de partilha) fica claramente registada a marca OLAM: um espaço que se afirmou de excelência na promoção e divulgação da literatura e das artes. À volta de pessoas, ideias e histórias, fidelizou-se ainda um novo público, interessado e dedicado, que veio para ficar e que espera a oportunidade para voltar a “habitar” o Teatro.

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Teresa Santos

Posted in OLAM, TAGV by OLAMblogue on Domingo, 19-07-2009

teresa

Teresa Santos é Coordenadora dos Serviços Artísticos e de Produção do TAGV. É ela quem nos envia, no início de cada mês, o cartaz promocional da sessão seguinte e quem trata da divulgação da iniciativa junto dos média. Mais eficiente não se pode ser.

Agradecemos à Teresa a dedicação ao OLAM. E, claro, o depoimento que se segue.

 

Dos três tópicos propostos pela equipa OLAM, opto por desenvolver apenas o primeiro: o que mais me agrada no OLAM.

Agrada-me que já tenha quase três anos de existência. E que ao longo deste período, o projecto tenha sido desenvolvido de forma regular e permanente, cumprindo escrupulosamente o calendário definido. Sempre na primeira segunda-feira de cada mês, sem falhas, sem adiamentos ou cancelamentos. Agrada-me também, que a equipa que promove esta iniciativa não se acomode a um modelo, mas que tente permanentemente melhorá-lo, afiná-lo e reformulá-lo. Todos estes factores contribuíram para que o OLAM conquistasse não só o respeito e a fidelidade do público, mas também dos colaboradores que contribuem modestamente para a produção e organização da iniciativa.

Agrada-me ainda, que a lista de convidados não inclua apenas escritores, mas também pessoas de outras áreas artísticas que, apesar de terem livros editados, não fazem da escrita a sua principal actividade.

À semelhança do que foi acontecendo com a própria iniciativa, também a forma de comunicarmos entre nós, equipa do OLAM e colaboradores do TAGV, foi sendo melhorada e afinada ao longo do tempo. A rotina de trabalho que conseguimos criar permite-nos, por exemplo, produzir o cartaz que promove a iniciativa com um mês de antecedência relativamente à data da sessão, sendo por isso possível divulgá-la, quer na imprensa, quer junto do público com uma maior eficácia.

E, como se tudo isto não bastasse, salientaria ainda os emails do Prof. Osvaldo Silvestre, plenos de um humor sarcástico e, por vezes, quase delirantes, como incentivo adicional para o trabalho a desenvolver para esta iniciativa.

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A nossa equipa no TAGV, um ano mais tarde

Posted in OLAM, TAGV by OLAMblogue on Domingo, 19-07-2009

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Como está dito na coluna da direita deste blogue, logo ao cimo, Os Livros Ardem Mal são uma iniciativa do Centro de Literatura Portuguesa e do Teatro Académico de Gil Vicente, entidades que assim cumprem a sua função de estenderem à comunidade não apenas universitária parte significativa da sua actividade cultural.

Uma iniciativa destas, embora «leve» em termos organizativos, não se faz contudo sem apoio institucional. As instituições, porém, são feitas por pessoas e é a essas que agora nos queremos dirigir para lhes agradecer. No que toca ao CLP, e embora possa parecer que o fazemos em causa própria, o nosso agradecimento vai para o nosso colega António Apolinário Lourenço, cuja eficiência discreta é em grande medida responsável pelo funcionamento da iniciativa. No momento em que se retira das sessões no TAGV, mantendo-se contudo neste blogue, bem como no apoio administrativo à iniciativa, cumpre reconhecer que sem o seu trabalho tudo seria mais difícil.

Quanto ao TAGV, e como aqui deixámos dito há um ano, é do trabalho realizado na sombra por um grupo alargado de pessoas que resulta o que se vê no foyer, na primeira segunda-feira de cada mês, bem como várias das coisas que acabam neste blogue. Por exemplo, as relacionadas com os livros que as editoras nos enviam, por moto próprio ou a solicitação nossa. Optámos este ano por uma modalidade diferente de reconhecimento desse trabalho sem o qual Os Livros Ardem Mal não existiriam: propusemos aos 4 membros principais da equipa que nos enviassem um pequeno depoimento, em torno destes três tópicos: 1) O que vos agrada mais no OLAM; 2) O que vos agrada menos; 3) Uma sessão de que tenham gostado especialmente.

O que aqui fica é pois da responsabilidade das 4 pessoas que respondem. Pessoas que – e cremos ser isso o mais importante – fazem hoje, com os membros permanentes do painel, uma comunidade de gente que aprendeu a apreciar-se e respeitar-se. E que gosta de se reencontrar pelo menos na primeira segunda-feira de cada mês, por volta das 18 h.

A todos os outros funcionários do TAGV que, de uma maneira ou de outra, contribuíram também para tornar possíveis as sessões, o nosso Muito Obrigado.

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