Paulo Henriques Britto (VII)
EPÍLOGO
Finda a leitura, o livro está completo
em sua solidão mais-que-perfeita
de couro falso e íntimo papel.Lá fora, o mundo segue, arquitetando
as mesmas contingências costumeiras
que nunca esbarram numa irrefutávelconclusão que se possa resumir
em três letras letais, inalienáveis.
Que paz será possível nessa selvasem índices, prefácios, rodapés?
indaga, da estante mais excelsa,
o livro. Porém, nada disso importa,se todas as dúvidas se dissipam,
com tudo o mais, quando o bibliotecário
apaga as luzes, sai e tranca a porta.



